sexta-feira, 8 de julho de 2011

Operação ‘cachimbo do diabo’ prende principal traficante do vale do Mamanguape-PB

Roberto Carlos da Silva, ‘o Kito do cabaré’; de 44 anos, residente em Mamanguape-PB, foi identificado nas investigações realizadas pela Polícia Militar e o Ministério Público como o principal traficante da região do vale do mamanguape.

As investigações tiveram início há meses e na tarde desta sexta-feira (07) uma operação da Polícia Militar em conjunto com o ministério Público resultou na prisão do principal acusado e de mais sete pessoas. Todas elas com suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas na região.

“As investigações tiveram início há meses. Nossos homens da 2ª sessão vêm monitorando a quadrilha há muito tempo. Precisávamos de um bom material para colocar as mãos nos acusados e, após, muita investigação, a justiça resolveu expedi os mandados de buscas, apreensões e prisões.” Explicou o Capitão Fabian, comandante da 2ª Cia. De Polícia Militar, sediada em Mamanguape-PB.

Os mandados foram cumpridos na tarde desta sexta-feira quando a polícia apreendeu uma grande quantidade de drogas; dinheiro; celulares e acessórios.

Durante a operação foram apreendidos 18 aparelhos celulares; 01 rádio; 01 máquina fotográfica com um carregador; 01 pen drive; 29 cartões de memória; 02 carregadores de celulares; R$ 94,00 em moedas; cerca de R$ 201,00 em cédulas; 40 papelotes de maconha e aproximadamente mil e trezentas pedras de crack. Uma moto broz; cor vermelha; placa MNF 2748/Mamanguape-PB também foi apreendida.

Para a polícia os celulares e acessórios foram adquiridos através de trocas por drogas.

Além de responder por tráfico de droga, Kito pode responder por crime ambiental, uma vez que, dois papagaios também foram encontrados dentro da casa do acusado.

Além de Kito a polícia prendeu Layane Suênia Oliveira Evangelista, 21 anos; Severina Jacinto de Lima, 44 anos; Eliane Jacinto de Lima, 38 anos; Marluce Pedro de Lima, 63 anos mãe de "Kito"; João José dos Santos, 49 anos; Luciana Simplicio de Lima, 36 anos e ainda foi apreendido o menor R.S.M. de 16 anos.

Todos foram encaminhados para a delegacia.


Capitão Fabian


Raio X de “KITO”

Curiosidade - Ao invés de ‘Kito do Cabaré’ seu nome bem que poderia ser Kito “o pegador”. De acordo com as informações, Kito mantinha relacionamento com duas das mulheres presas. Ele confessou em off que, no início as duas até que se ‘estranhavam’, mas com o passar do tempo se acostumaram com a situação.


foto: Nordeste1 / Acusado Kito

O que o levou para o tráfico - Kito disse que há cerca de dois anos foi preso inocentemente. “Eu estava usando drogas quando a polícia me pegou e me levou para a cadeia. Na época eu era apenas usuário. Fiquei três meses preso. Saí da cadeia muito revoltado. O advogado que me tirou queria o dinheiro do trabalho. Eu não tinha de onde tirar. Já que eu estava revoltado por ter ficado este tempo todo preso sem ser traficante, apenas por ser usuário, resolvi entrar para o tráfico.” Relatou o pegador.


Perguntei sobre a origem da droga, Kito disse que ia pegar em João pessoa e, perguntado sobre a forma como ele transportava a droga ele disse que não tinha problema no transporte da droga. “Eu ia busca de alternativo mesmo. Outras vezes ia de moto. Ninguém desconfiava.” Confessou mas não identificou as pessoas que repassavam a droga.


Questionei sobre o lucro. Kito disse que não se dedicava muito à venda. “Eu sou viciado; então as vezes uso mais do que vendo.” Respondeu.


O Capitão Fabian disse que o traficante era responsável pela distribuição em mais de dez município do vale.


O outro lado do traficante - Percebi um tom de emoção nas palavras de Kito, foi quando indaguei-lo sobre o que a droga pode oferecer a alguém. Ele foi enfático em sua resposta: “A droga destrói a vida de quem usa. Eu vou ver se deixo de usar droga. Agora que vou ficar um bom tempo na cadeia, espero me livrar desse vício.” Comentou.

Perguntei se ele teria algum recado para os jovens que estão enveredando por este caminho. O traficante disse: “Sempre avisei aos meninos que, a droga não leva a nada e que isso não presta.” Conversou.


O meio do fim - Houve bastante choro na saída da sede do pelotão para a delegacia. Uma das esposas do Kito chorava copiosamente. A família das pessoas envolvidas estavam ali e emocionadas se despediam como se não houvesse um amanhã; como se aquele fosse o fim. E a droga tem feito isso, dado um fim precoce a vida de muitos.

Aos homens da polícia militar e ao Dr. Marinho Mendes, promotor de justiça, o nosso agradecimento em nome das ex-futuras vítimas dos traficantes e os parabéns pela brilhante operação. Não houve se quer um disparo de arma de fogo.


Parte dos homens que estiveram na operação
Por Júnior Campos
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