domingo, 12 de fevereiro de 2012

DIREITO DE RESPOSTA - O blog do mago mentiu?

Sem querer polemizar, até porque acho desnecessário, gostaria de esclarecer alguns pontos em relação a um artigo posto no último dia 10, intitulado por, “Jacaraú-PB. MP obriga comunidade a receber apoio do executivo para realização de festa tradicional”, ao mesmo tempo em que refletir sobre um recente texto, enviado há alguns veículos de comunicação digital direcionado a mim, pelo Dr. Marinho Mendes, pessoa digna de nossa admiração e respeito.

 


Convido você a ler um documento encaminhado pelo Ministério Público, comarca de Jacaraú, à comunidade de Gravataçu, zona rural do município.  





Vamos ao meu entendimento.





De acordo com o que reza a nossa gramática brasileira, o tempo do verbo em destaque, “COLOCARÁ”, está na terceira pessoa do Futuro do Presente do Indicativo, em um tom imperativo afirmativo que, exprime atitude de ordem, pedido ou solicitação. No caso em discussão, ordem. O parágrafo não dá espaço para a comunidade opinar.



O texto prossegue reafirmando a falta de escolha e opinião da comunidade, uma vez que afirma que “a preferência é da prefeitura e é a própria proprietária do solo de domínio público.” Detalhe, o representante da prefeitura que, ali estava, não apresentava nenhum documento onde atestasse a propriedade como de domínio público, nem tão pouco veio em anexo a determinação do MP, uma cópia de algum documento que assegurasse o terreno como sendo de domínio público.



Mas o texto segue. No parágrafo seguinte se ver um explícito desprezo com a estrutura adquirida com muito esforço pela comunidade, quando diz que, “... No entanto V. Sª. Poderá colocar em local oposto, afastado do da prefeitura, a atração da comunidade, ou seja, a sua banda, ...”. Pelo que narrou a Érica Alvino da Silva, coordenadora do evento na comunidade, há dois meses que os trabalhos iniciaram. Muitas foram as buscas por recursos até que conseguissem o necessário para a  realização da festa. É justo desprezar a estrutura adquirida com tanto suor derramado, sem se quer respeitar a decisão da comunidade que, em coro dizia não querer a estrutura oferecida pela prefeitura?


Para me deixar convicto do meu entendimento, reproduzo o que diz parte do último parágrafo: “... anotando-se que a Polícia Militar estará sendo acionada para garantir a participação dos dois palcos.” Com a utilização da força policial, a comunidade não foi obrigada a aceitar a estrutura da prefeitura? 

Mas paro a discussão por aqui. Ressaltando que aprendi que a verdade tem várias faces e, cada um carrega a sua. Não critico, nem discrimino que não tenha entendido o fato, como eu entendi. Peço mil desculpas ao senhor Dr. Marinho Mendes Machado, promotor de justiça da comarca de Jacaraú, pessoa pela qual sempre tive uma grandiosa admiração que, não será perdida por este simples desencontro de idéias e ideais, se o ofendi com o meu entendimento. Deixando claro que o, profundamente parcial, não converge com minha conduta ao longo deste curto tempo que estou na imprensa. Quem me acompanha  sabe do que estou falando.

Por último dizer que uma vez ouvi de alguém, agora traído pela memória, que a justiça sempre fica do lado mais frágil.  Neste caso não foi bem isso que aconteceu. 

Sobre o texto enviado aos veículos de comunicação digital, quero destacar que se o Ministério Público foi solicitado pelo poder público local, relativamente à proibição da apresentação de atrações por contribuição de uma pessoa isoladamente, a qual estava sendo usada por pessoas com terceiras intenções, não entendo porque isto não foi citado no documento enviado à comunidade. Outra coisa, pelo que consta a festa não é e nunca foi da prefeitura, e sim, da comunidade.

Devo dizer ainda que não se mede a competência de um profissional pelo tempo de trabalho, mas pelo caráter e pela capacidade que este tem de ser eloqüente em seu discurso e firme  nas suas decisões. A isto está a seriedade, a verdade e o compromisso. 

Minha preocupação não é com a longevidade do blog ao qual assino, ele morrerá comigo. Mas parafraseando o livro sagrado, meu único desejo é que minhas palavras não passem. Que sejam ecoadas pelos menos favorecidos que, sem voz para falar, e sem ouvidos para serem ouvidos, vivem nos modernos campos de concentração, desassistidos de tudo e esquecidos por todos. Não quero fama nem status, apenas que dez perdidos se achem, que dez cegos enxerguem, que dez infelizes encontrem razões para sorrir e que dez mães não chorem a perca de um filho para o mundo do crime ou para as drogas. Se eu conseguir isto ao longo da minha, curta ou longa carreira, estarei realizado.

Antes que pensem o contrário, não sou o salvador do mundo, mas sou irmão do cara, por isso tenho autoridade para dar meu recado. Quanto a minha credibilidade, não preciso falar, você acabou de ler este texto.

Um abraço do mago e as bênçãos de DEUS !!!

Pelo respeito e admiração que tenho pelo trabalho social e humanitário que faz Dr. Marinho Mendes por onde passa, encerro aqui este debate, me desarmando dos sentimentos de atraso e destrutíveis para nossa nação, na certeza de deixar o espaço garantido, caso a autoridade entenda que deve se pronunciar. Ponto.

Por Júnior Campos
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