segunda-feira, 2 de maio de 2011

Em São José do Campestre-RN. Moradores cobram conclusão de uma ponte no Rio Jacú

O rio Jacú que, corta o meio da cidade de São José do Campestre, no agreste riograndense, amanheceu na última sexta-feira (29) com uma forte correnteza que impediu, nas primeiras horas da manhã, o acesso dos moradores do bairro paraíba ao centro da cidade.



Como era dia da feira livre, muitas pessoas precisavam passar pelo rio para irem à feira livre, mas, pela forte correnteza, foram impedidos. “Quando chove forte, a correnteza sempre passa da cintura. Nossa preocupação é na passagem com crianças, idosos e pacientes que precisam de hemodiálise em Natal e alunos que estão ficando sem aulas”. relatou o vereador Fernando Cruz (PSB).

A população reclama da obra parada da ponte denominada Aluizio Alves, e relatam que depois da obra, nem sequer pode ser colocada canoas. “O risco é muito grande para quem se atreve passar, tenho medo sempre de ser levada pela correnteza, tenho medo de acontecer o mesmo que aconteceu em 2004”, desabafa Maria Francisca.


O Vereador disse ainda que vários políticos estaduais passaram pelo local para ver a realidade dos fatos. Muitos prometeram solucionar o problema. O primeiro passo foi dado pela ex-governadora Wilma de Faria, que elaborou o projeto técnico. Em seguida, o Deputado Federal Henrique Alves conseguiu buscar os recursos junto ao Ministério da Integração Nacional, e em parceria com o Governo do Estado, haja vista a cidade na época não poder fazer parceria devido à inadimplência, o ex-governador Iberê Ferreira assinou a ordem de serviço em 2009 no valor de quase R$ 4 milhões de reais.

A população do bairro não suporta mais essa situação e cobram uma informação do atual governo a respeito do por que da paralisação da obra. Será que será mais uma obra inacabada em nosso estado, e até agora sem nenhuma previsão? E o risco desse povo como fica?”. questionou o Vereador Fernando Cruz



História

As enchentes constantes do rio Jacú têm provocado o isolamento do bairro Paraíba e comunidades rurais de uma população estimada de mais de quatro mil moradores ao centro da cidade, prejudicando-os no acesso às escolas, hospital, alimentos, trabalho, dentre outros.

A última grande cheia aconteceu no ano de 2004, onde a população do bairro e comunidades rurais ficaram isoladas durante três dias, sem água, energia, comida e demais serviços essenciais.

Por Júnior Campos com Assessoria
Postar um comentário