terça-feira, 12 de junho de 2012

O QUE DIZER? “Polícia Civil da Paraíba é a mesma de 10 anos atrás”, diz revista Época

Todos os dias nascem e morrem pessoas no mundo, no Brasil e na Paraíba também. Porém, essa relação de vidas e mortes não é um equilíbrio exato. A cada ano, nascem mais pessoas do que morrem, e o resultado disso é o aumento paulatino da população. Ou seja, hoje existem mais seres humanos do que há dez anos.

Veja os dados:
  • A população saltou de 146,8 milhões em 1991 para 169,8 milhões em 2000 e chegou a 190,7 milhões em 2010. Isso significa que o Brasil experimentou um crescimento demográfico de 15,6% na década de 90 e de 12,3% nos anos 00 [fonte: portal Terra].
Agora preste atenção: a Polícia Civil da Paraíba é a mesma que existia em 2002, do ponto de vista de efetivo. Não avançou nada em termos de contingente. Como pode a PC atender a uma demanda de cidadãos se ela não cresce no mesmo ritmo?

A informação, publicada no site da Adepdel, foi destaque na revista Época, e esse descaso não é exclusivo da Paraíba. Outros onze estados também não cumpriram o que seus gestores costumam mentir nos palanques da vida – “Segurança Pública será prioridade no meu governo” – e deixaram estagnada, por uma década, uma instituição tão importante para a justiça, a segurança e paz que todos desejam.
 
Por uma questão de justiça, é válido lembrar que o governo Cássio Cunha Lima foi o que mais contribuiu para o crescimento da Polícia Civil da Paraíba, em termos de oxigenação de seu pessoal. Em seus 30 anos de existência, a PCPB realizou apenas dois concursos públicos, um em 2003 e o outro em 2008. E ambos durante a gestão Cássio. No ano de 1986 houve uma espécie de ‘seleção’ para ingresso na PC, mas algo bem diferente do que acontece nos dias atuais. Muitos profissionais – novos e antigos – já deixaram as fileiras da PC, seja por insatisfação, aprovação em outros concursos e mortes.

Do concurso de 2008, ainda faltam cerca de 1.000 aprovados serem convocados para assumir os postos. Mas não nos animemos. Hoje, quase metade do efetivo da PC está prestes a completar seus 30 anos de serviço e bater em retirada. Portanto, os concursados de 2008 podem não fazer muita diferença nessa matemática.

Por Júnior Campos
Com Paraíba em QAP
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