terça-feira, 29 de maio de 2012

GUARABIRA-PB. Polícia civil apreende grande arsenal de material bélico

Mais de 200 kg de chumbo, várias caixas de pólvoras e de espoletas, cartuchos de espingardas de vários calibres, munições de calibre 9 mm, de uso exclusivo das forças armadas, ponto 40, e de outros calibres, além de venenos em pó e em líquido. Essa é parte do material aprendido em uma operação desencadeada pelo Grupo Tático Especial da Polícia Civil, regional de Guarabira-PB, chefiado pelo Dr. Ricardo Sena, na manhã desta terça-feira (29).

As apreensões ocorreram após mandato de busca e apreensão, expedido pela justiça local, à casa e ao comércio do comerciante Severino Silvestre da Silva, mais conhecido como Silva da barraca, de 65 anos, residente á Rua Sabiniano Maia, no bairro Novo, em Guarabira-PB.

O advogado do comerciante, Dr. Claudio Cunha, disse que todo o material apreendido estava estocado no comércio e na casa do seu cliente, porém, há cerca de cinco anos que não era comercializado. “Desde que foi implantada a Lei do Desarmamento que meu cliente parou de comercializar este material, entendendo que se tratava de um comércio ilícito.” Argumentou o advogado.

A defesa foi contrariada quando nossa reportagem percebeu que alguns lotes apresentam data de fabricação do ano 2012, como mostra a imagem ao lado.

O comerciante foi levado para a delegacia para ser ouvido pela autoridade competente.

“Com a apreensão do material, e dentro do estatuto do desarmamento, será lavrado o auto de prisão em flagrante delito, devendo o acusado ser encaminhado para o presídio regional.” Disse o Delegado regional, Dr. Luciano Carvalho.

Para o delegado regional, o volume do material apreendido surpreendeu a polícia. Dr. Luciano disse ainda que não é descartada a possibilidade do material, comercializado, fomentar o mundo do crime na região. 

 De acordo com o delegado, as investigações continuam, no sentido de saber de onde vinha o material, considerando que, não há notas fiscais, alguns inclusive, foram transportados em caixas camufladas. 



“A gente tem homicídios ocorrendo na região, sempre por arma de fogo, por isso a necessidade de combatermos a venda de munições, e acima de tudo, tirarmos das ruas armas que podem ser usadas para tirar vidas." Destacou Dr. Ricado Sena, chefe do GTE.






Por Júnior Campos
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