quinta-feira, 7 de abril de 2011

Algo sem explicação.

Não há como explicar, diria até, nem froid explica. Um sentimento que invade a alma de um ser e o faz provocar uma das maoires tragédias da nossa história é mesmo algo inexplicável.

O que dizer para uma mãe que acreditava que o filho estava no local mais segura, a escola que, ao invés de ser o palco da aprendizagem e da sabedoria, se fez em uma manhã sangrenta, um palco de terror, medo e dor.

As que morreram, perderam a oportunidade de uma dia talvez entender aquela cena aterrorizante. As que ficaram levarão as sicatrizes do medo em suas almas pelo restos de suas vidas, e por mais que procurem, dificilmente entederão o que aconteceu.

Mas tudo passa, inclusive os momentos de terror. Amanhã será um novo dia. Mas, antes do novo dia, como será a noite destas crianças que viram a cara da morte, e a morte não é tão feia como se pinta, caso contrário não seríamos tentados nem arrebatados para seus braços. Assustador é o medo, que nos faz sentir pequeno e indefeso. Assustador é a incerteza do momento certo do encontro com a morte.

Mas um novo dia virá e com ele novas esperanças vão brotar, indiscutivelmente, a vida viverá.

O que vai passar na cabeça de cada um que presenciou a triste cena ao retornar para aquelas salas? O que pensarão todos aqueles que voltarão a passar pelos corredores daquela escola? Alguma criança pulará alegremente no interior daquela escola sem que pense nos momentos da incerteza da morte?

Jader Ramos é uma sobrevivente e declarou que durante a fuga, ao se refugiar em uma sala de aula, não fez outra coisa, se não, pegar uma caneta e desenhar uma casa em sua mão.

O que o desenho de uma casa representaria naquele momento? Analise!

Do lado de fora, as crianças que saiam traziam consigo uma certeza absoluta. Hoje não era seu dia.

Veja o vídeo!


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