sexta-feira, 24 de agosto de 2012

LOGRADOURO-PB. Acusados de homicídio, presos há mais de um ano, dizem ser inocentes e apontam um terceiro como autor do assassinato.

José Maciel da Silva (Maciel); de 25 anos de idade e Luzenildo Vieira da Silva (Nego Gago); de 28 anos de idade; ambos do município de Logradouro-PB, estão presos há 1 ano e  dois  meses na cadeia pública de Caiçara-PB. Contra eles, pesa a acusação de homicídio.

Maciel e Nego Gago dizem ser inocentes e apontam um homem identificado como Pingo, como autor do assassinato. Teria sido Pingo o autor dos golpes de faca peixeira que tiraram a vida de Eleomar Gomes Pessoa Filho (Branco), de 36 anos; residente em Caiçara-PB. O assassinato ocorreu durante uma festa junina na cidade de Logradouro na madrugada do dia 20 de Junho de 2011.

Sentados em uma sala da cadeia pública de Caiçara, onde Maciel se encontra preso, juntamente com Nego Gago, nossa reportagem ouviu atentamente, na última terça-feira (21), o depoimento dos acusados que narraram o que aconteceu naquele dia.

De acordo com a versão do Marciel, tudo teria iniciado com uma confusão entre os acusados e a vítima:
 
“- Os caras iam passando e eu com meus amigos estávamos conversando, não sei direito o que aconteceu ali. Só lembro que os caras voltaram e entenderam que estávamos falando deles. “Eu disse: - ninguém está falando com vocês não. É melhor irem embora.” Aí eles se armaram  com umas toras de pau e partiram para cima de mim. Lembro que fui atingindo em um dos braços, mas  consegui tomar a tora de pau da vítima. Nessa hora o cara (vítima) saiu correndo, creio eu que pelo  que me disseram, foi nessa hora que Pingo furou o cara; e eu fiquei lutando com o outro, conhecido como Naldo. Foi nessa hora que Luzenildo chegou, já no final da  briga, e  separou a gente.  Após acabar a  confusão, Naldo foi embora e eu pensei que o outro ( Branco) também tinha ido embora. aí Luzenildo foi para casa de sua mãe. Nesse momento a Ana Lúcia, esposa do Pingo, disse que meu braço estava quebrado. Aí eu  passei pela casa dela e em seguida fui para o posto médico de Logradouro, foi quando Luzenildo  estava saindo para sua casa, na zona rural e me acompanhou até Belém-PB.” Contou Maciel.

Luzenildo, o Nego Gago, contou que nesse momento, já estava se dirigindo para a zona rural, onde residia, quando ao passar pelo posto médico foi chamado a acompanhar o Maciel até o hospital distrital de Belém. Foi em Belém que a polícia prendeu os dois. No momento da prisão, Nego Gago estava com uma faca, mas afirma que não foi a arma usada no crime. Maciel disse ainda que até aquele momento não sabia que alguém tinha sido assassinado. 

De acordo com Maciel e Nego Gago, a faca usada pelo Pingo, seria de um quarto envolvido no crime, identificado apenas como Romiere que teria repassado a arma para o acusado desferir o golpe. Maciel disse que pediu para que a faca peixeira, encontrada com Nego Gago, passasse por uma perícia, o que segundo ele, não aconteceu.

Várias pessoas já foram ouvidas e até pouco tempo, nenhuma testemunha apontava Pingo como acusado, inocentando, de fato, o Maciel e o Nego Gago. Porém recentemente o caso teve uma reviravolta. Uma testemunha voltou atrás, e em novo depoimento, afirmou que Pingo teria sido mesmo o autor dos golpes. As testemunhas já participaram de uma audiência na justiça, onde a testemunha chave do caso depôs a favor dos acusados que estão presos.

Pingo foi procurado pela nossa reportagem, mas fomos informados pela sua mãe, que o homem se encontra em João Pessoa, onde está morando e trabalhando.

Os acusados do homicídio que, estão presos, tentam juntamente com as famílias, encontrar uma forma de provar que não são responsáveis pelo assassinato e pedem que a justiça seja breve no julgamento do caso. 

Por Júnior  Campos 
Os agradecimentos ao diretor da cadeia pública de Caiçara, Carlinhos
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